Su Santidad Francisco…


calulinho

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embreagar até que alguem me esqueça

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice

Letra letras.com/maria-bethania/

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5 respuestas a Su Santidad Francisco…

  1. etarrago dijo:

    Extraordinario, Jordi, me temo que tienes la moral en horas … templadas.
    Bona nit, amic meu … bona nit, cuando llegue, claro.

    Me gusta

  2. Buen día, amic meu 🙂
    (Imagina brindis sonriente. me incomoda ke me saken fotos, y los selfies me ponen al borde del ACV)

    No pude encontrar “moral en horas templadas”. Mi moral siempre ha sido peculiar y mis principios relativamente flexibles.
    Por si otro alguien lee esto y no tiene idea de portugués traduzco como puedo algunos versos esenciales de esta canción (de Chico Buarque -Brasil-) >
    PADRE, APARTA DE MÍ ESE CÁLIZ DE VINO TEÑIDO DE SANGRE
    QUIERO INVENTAR MI PROPIO PECADO, QUIERO MORIR POR MI PROPIO VENENO

    Le gusta a 1 persona

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